Crianças e Animais:A relação entre o homem e os animais domésticos data de milhares de anos e tem sido objecto de estudo de várias áreas do conhecimento como a Antropologia, a Paleontologia, a Sociologia, a História das Mentalidades e a Psicologia. O estudo dos papéis desempenhados pelo animal de estimação na relação com os homens, bem como os desejos projectados por estes sobre os animais podem trazer importantes conhecimentos.
Quando a criança começa a crescer e sensibilizar suas relações de afecto, os objectos passam a ser substituídos por seres vivos. De todos os animaizinhos de estimação o mais comum e que mais se interage com o ser humano é o cão. Com ele a criança pode brincar, correr, explorar o ambiente e viver novas experiências. O cachorrinho pode correr para apanhar o objecto lançado, pode rosnar e até morder. Ele reage ao carinho, abana o rabo, pula...e agride, se maltratado. E não é só o cão que interage com a criança, apesar de ser o mais comum, outros animais também fazem papel importante. O gato se encosta e se permite ser tocado. Os peixinhos se alvoroçam no aquário quando a criança lhes joga o alimento. O passarinho pega o alpiste na mão da criança e seu encanto atrai pequenos e grandes. Além da relação de afecto que se desenvolve, do estímulo ao período sensório - motor, do tocar, do sentir, do explorar o corpo do animal e observar suas reacções, muitos conhecimentos são adquiridos, do campo psicológico ao campo científico.
Alguns factos que devem ser considerados importantes:
A criança que convive com animais, é mais afectiva, repartindo as suas coisas, é generosa e solidária, demonstra maior compreensão dos factos, é crítica e observadora, sensibiliza-se mais com as pessoas e as situações.
Apresenta autonomia, responsabilidade, preocupação com a natureza, com os problemas sociais.
Relaciona-se sem embaraço com os amigos, tornando-se mais sociável, cordial e justa. Sabe respeitá-los.
Desenvolve sua personalidade de maneira equilibrada e saudável, tem mais facilidade para lidar com a frustração.
Desde os cuidados com aquela planta do vaso da sala aos cuidados com o bichinho que escolheu para ser seu, a criança está desenvolvendo uma nova consciência.
Com um animal de estimação, o pequeno da família não mais terá poder total como tinha com seus brinquedos. Para cada atitude dela, o animal de estimação terá uma reacção, actuando directamente no processo de socialização da criança.
Um animal necessita de cuidados e a criança precisa ter responsabilidade sobre eles. Essa responsabilidade depende da idade da criança e deverá ser orientada e estimulada por um adulto.
Crianças pequenas ainda não sabem distinguir o seu brinquedo do animalzinho de estimação e podem machucá-lo ao apertar demais, jogar para o alto ou mesmo bater para recriminar algo que o animalzinho tenha feito. Essa relação pode causar danos físicos ao animal e à criança.
Nessa situação, o adulto tem que estar sempre muito atento, procurando conversar com as crianças sobre como lidar com o animalzinho, do que ele gosta e o que pode machucá-lo.
A criança pode ficar encarregada, com ajuda do adulto, de limpar o ambiente do seu animalzinho, dar comida e fazer carinho.
Com crianças acima de 5 anos, os cuidados com seus animaizinhos podem aumentar. O filho já pode levar o bicho de estimação para passear, dar banho.
Vantagens de conviver com animais de estimação:
Estudos mostram que crianças que convivem nos primeiros anos de vida com animais de estimação estão menos propensas a desenvolver alergia, pois o seu sistema imunológico já está “acostumado” com os agentes alérgicos encontrados nos animais.
Já o sistema imunológico de crianças que cresceram sem contacto com animais não reconhece os agentes alérgicos provocando reacções. Não se esqueça de levar o animalzinho ao veterinário para que receba os cuidados necessários para evitar doenças.
*Antes de escolher um bichinho, consulte um veterinário para que este auxilie na escolha de acordo com sua possibilidades, como ambiente onde o bichinho irá viver, espaço que necessitará, necessidade de passeios, etc. Além disso, ele lhe orientará quanto às questões de saúde e prevenção de doenças do seu animalzinho, especialmente quanto às doenças que são transmitidas dos animais para o ser humano. No caso, de crianças convivendo com animais isto é muito importante, pois elas estão sempre levando a mão à boca, e o risco de contrair algum tipo de doença é maior.
Curiosidades:
•Pacientes autistas foram “despertados” de seu estado constante de recolhimento na presença e o convívio com animais.
•Nos lares de pessoas idosas, a presença de um animal aumenta as expectativas de vida.
•A equoterapia (terapia complementar com auxílio de cavalos) é utilizada no desenvolvimento psicomotor de portadores da síndrome de Down e outras deficiências neuropsicomotoras congénitas ou adquiridas.
•Os animais são indicados para pessoas com deficiências sensoriais (cegos e surdos), dificuldades de coordenação motora (ataxia), atrofias musculares, paralisia cerebral, distúrbios comportamentais e outras afecções.
•O cachorro é capaz de pressentir antecipadamente as “convulsões” características da epilepsia quer seja do ser humano ou de outro animal.
•Todos os procedimentos científicos e técnicos vêm confirmar a relação afectiva que os animais são capazes de estabelecer com as pessoas. Além disso, é muito importante lembrar que todos nós interagimos no mesmo ecossistema.
2 comentários:
interessante artigo sobre a saúde, muito explicito e com muita informação, dá para reparar no gosto com que trabalharam, continuem assim pois estão fazendo um trabalho fantastico. Fiquei fa, actualizem mais vezes e com muito diversidade de assunto. Muitos parabens e continuação de optimo trabalho.
Ana
fantástico trabalho sobre a saúde e os animais, pois são essenciais na educação de uma crianças, parabéns a quem tratou este tema ou parabéns a todas se todas o fizeram
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