
Adopção é um processo legal no qual uma criança é permanentemente assumida como filho (a) por uma pessoa ou por um casal, sendo que tal criança não é filho biológico desta pessoa ou do casal. Quando isto acontece, as responsabilidades e os direitos dos pais biológicos em relação à criança adoptada passam para a pessoa ou o casal que adoptou a criança.
Quando se fala em adopção, pensa-se nas pobres crianças que vivem anos a fio em instituições à espera de serem entregues a uma família que delas possa cuidar. Do outro lado estão os possíveis pais adoptivos que vivem anos angustiantes à espera de uma criança, pois a natureza não lhes permitiu ter filhos. Entre os potenciais pais adoptivos e as crianças em vias de serem adoptadas, está uma infindável lista de questões burocráticas que atrasam o processo de adopção, alegadamente no interesse da criança. Pois o objectivo de toda esta demora é averiguar a situação de estabilidade financeira e emocional da família onde se irá inserir a criança.
A visão da sociedade relativamente aos pais adoptivos é pessimista. Por ventura devido aos estereótipos que se têm desenvolvido em torno destas famílias.
"É sobretudo nos Estados Unidos que têm sido realizados estudos cujos resultados indicam que as pessoas esperam que os pais adoptivos sejam mais distantes e apõem menos as crianças adoptadas.”(Daly e Wilson 2002)
Os maus-tratos devem, desde já, ser entendidos como físicos e psicológicos. Já que existem enumeras formas de maus-tratos que não são visiveis.
Mas a adopção não fica só por este ponto de vista. Existem vários tipos de adopção.
Quando se fala em adopção pensa-se sobretudo nas instituições que acolhem crianças abandonadas pelos pais ou que por serem negligenciadas foram retiradas da família. E esquecemo-nos por vezes de outras dimensões sociais que a adopção pode ter, como por exemplo, quando as famílias se reconstituem, por morte de um dos cônjuges, separação ou divórcio, dando lugar a que um novo elemento se venha juntar à família (madrasta ou padrasto).
As palavras “madrasta” e “padrasto”, são muitas vezes utilizadas com um tom negativo, para se referir a uma pessoa que entendemos como má. Um exemplo disso são os contos e lendas que ouvimos durante a infância, como a Cinderela e a Branca de Neve.
Os pais adoptivos que recorrem a instituições para obter uma criança, estão sujeitos a uma investigação dos serviços de adopção. É o dever destas instituições averiguar as condições económicas e emocionais destes casais antes de lhes entregar uma criança. Mas quando o pai adoptivo é mais do que isso, é um padrasto, a questão muda de figura. Pois nesse caso ele não está sujeito a qualquer prova de aptidão para o desempenho do seu papel de pai. E mesmo assim ele vai desempenhá-lo, bem ou mal.
1 comentário:
neste blog parece que vão tratar de assuntos interessantes, espero que nao seja so a adopção, mas que falem das crianças de um modo geral. Parabens pelo blog actualizem -no mais. Tratem de assuntos pertinentes e esclarecedores para todos, e assuntos do dia a dia. isto é uma sugestão minha.
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